RODOVIÁRIOS EM GREVE DENUNCIAM 160 ÔNIBUS TIRADOS DE CIRCULAÇÃO E FROTAS NÃO RENOVADAS NAS LINHAS DA ZONA OESTE E ZONA NORTE

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Rodoviários do Consórcio Santa Cruz estão em greve por 2 meses sem receber salário. Sem receber também auxílio alimentação desde outubro. Denunciaram hoje que o consórcio rasga ordens de reparo dos ônibus, com muitos sem peças novas e com reaproveitamento de peças velhas. São 160 coletivos parados, gerando 75 ônibus disponíveis para atender as 27 linhas somente, com 3 ônibus por cada uma. Algumas delas circulam pela Zona Norte e Zona Oeste, como 790 (Cascadura x Campo Grande), 926 (Senador Camará x Penha) e 689 (Méier x Campo Grande).

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Rodoviários em greve, pois são 400 funcionários sem receber há dois meses e sem auxílio alimentação desde outubro de 2014.

Cinicamente, o Secretário de Transportes Rafael Picciani declarou que a prefeitura não interfere em assuntos trabalhistas. Alegou somente que em caso de falência da empresa Viação Andorinha, as outras empresas do Consórcio Santa Cruz podem absorver os serviços. Ou seja, os empresários não pagam salários dos rodoviários e sucateiam o serviço, para ter menos ônibus em circulação, mas lotados de pessoas pagando tarifa de R$3,40 e girando a catraca mais vezes em cada um. Mas o município vai manter os contratos com o mesmo consórcio (Santa Cruz) e o mesmo modelo de transporte. Quem depende dele vai continuar viajando em latas de sardinha e quem é empregado deve continuar sendo explorado ou trabalhando de graça, segundo a Secretaria de Transportes do Município e a prefeitura de Eduardo Paes. Não por acaso, o consórcio é responsável pelo transporte na Zona Oeste, só reforçando no isolamento e exclusão que sofre quem mora nessa região, onde muitos cortes de linhas e ônibus tem ocorrido.

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São 160 coletivos parados, gerando 75 ônibus disponíveis para atender as 27 linhas do Consórcio Santa Cruz. Somente com 3 ônibus por cada uma. E o povo continua plantado nos pontos sem ônibus, pegando viagens lotadas e pagando R$3,40 na tarifa.

A RioÔnibus tem 31 envolvidos em crimes fiscais e tributários, com contas secretas no HSBC da Suíça desviando R$109 milhões. E só a família Barata tem R$270 milhões. Todas sem pagar impostos e sem declaração do Banco Central. O cínico secretário Rafael Picciani  mentiu que o Rio de Janeiro foi a única capital a ter feito licitação, omitindo Salvador e Florianópolis. Defendeu a última, de 2010, que garantiu controle do transporte público para os mesmos consórcios por 20 anos. Essa é alvo de processo pelo TCM (Tribunal de Contas do Município) por ter 4 empresas controlando um terço das ações dos consórcios e com 12 empresários sócios de mais de uma empresa, configurando violação dos contratos. O poder público deveria, no mínimo, suspender os contratos, diante de tantos crimes. Mas pelo contrário, segue favorecendo essa relação: não interfere na violação de leis trabalhistas e promove o maior aumento na tarifa dos últimos 20 anos. A prefeitura de Eduardo Paes e a secretaria de Picciani jogaram o aumento para R$3,40 para nós, usuárias e usuários. Alegaram melhorias no serviço, aumento salarial aos rodoviários, instalação de ar-condicionado e as gratuidades para estudantes e pessoas com necessidades especiais. Só “esqueceram” de dizer que esse último custeio deve vir do poder público, pago com impostos e não da tarifa.

Moradores de Guaratiba, próximo à Estação do Mato Alto, protestam contra o atropelamento de 6 pessoas pelo BRT, sendo que 3 crianças morreram. Reivindicam a instalação de travessia, para evitar a conhecida “Curva da Morte”.

Protesto no BRT na Zona oeste. Contra a tarifa, cortes de linhas, atropelamentos, agressões, atrasos, mais acidentes e outras mazelas do transporte público… A pressão popular é o principal e melhor meio a ser utilizado.

Se esses políticos, aliados dos empresários, realmente ouvissem a população, a tarifa deveria parar de existir, para garantir o transporte gratuito, com o aumento de frotas e das linhas, pelo custeio para atender à locomoção e não ao lucro. Com melhorias trabalhistas dos rodoviários, pago pelos impostos sobre os mais ricos e empresários. Enquanto o Rio de Janeiro favorece empresários criminosos e excluem mais pessoas do transporte público, no mesmo Estado(RJ), a cidade de Maricá implantou a TARIFA ZERO, depois de Silva Jardim e Porto Real. Provando mais uma vez que é possível o povo ter o transporte que quer, bastando se organizar e pressionar os empresários e poder público.

Trabalhadora e usuária na luta rodoviária!
É o povo que tem que mandar no transporte!
Por uma vida sem catracas!

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2 Respostas para “RODOVIÁRIOS EM GREVE DENUNCIAM 160 ÔNIBUS TIRADOS DE CIRCULAÇÃO E FROTAS NÃO RENOVADAS NAS LINHAS DA ZONA OESTE E ZONA NORTE

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