Pelo direito à cidade! Todo o apoio à ocupação Zumbi dos Palmares, em São Gonçalo (RJ)!

MTST

Famílias organizadas no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam  nesta sexta, no dia 31 de Outubro, um terreno que era um antigo e abandonado depósito de entulhos. No bairro Jardim Catarina, na Avenida Santa Luzia, esquina com a Rua Célio Pena, ao lado de uma antiga fábrica de plástico.  Em São Gonçalo (RJ). Nesta cidade há um déficit habitacional de 10% de sua população, um dos maiores do estado. No domingo, dia 2, sofreram um atentado, quando um dos barracos foram incendiados, mas foi impedido pelos moradores. Tem recebido ameaças policiais, além de um homem que apareceu na manhã deste dia, acompanhado por 10 policiais militares, dizendo-se “proprietário” do terreno, mas não apresentando documento nenhum e nem declarando seu nome.

Enquanto movimento social por transporte público e tendo o anti-capitalismo como um dos nossos princípios, entendemos a luta por moradia como um importante meio de combate ao modelo de cidade excludente em que vivemos. Neste, há um controle empresarial e privado, onde, para privilegiar os seus lucros, realizam políticas junto  com os governos e municípios. Por exemplo, para garantir a valorização imobiliária , ocorre a expulsão de famílias e manutenção de terrenos abandonados. Nas zonas centrais ocorrem claras medidas urbanas para favorecer o capital, como o aumento do custo de vida. Nas regiões periféricas, como o bairro Jardim Catarina, ocorrem altos índices de pobreza e baixo acesso aos serviços, inclusive o transporte público.

O lobby do transporte se beneficia do mercado imobiliário, ou vice-versa. Caminham juntos nas mesmas políticas de cidade. As imobiliárias se promovem com a especulação e valorização crescente também pelo caro acesso à mobilidade; e as tarifas cobradas à população, que é submetida ao pior deslocamento com linhas atrasadas e frotas lotadas, promovem lucros imensos às concessionárias. Isso ocorre graças à distribuição demográfica na região metropolitana, que garante que milhões de pessoas, isoladas pelo encarecimento imobiliário, paguem passagem e girem a catraca todos os dias nos trens, barcas, ônibus ou metrôs. Enquanto essas empresas lucram cada vez mais, trabalhadores e trabalhadoras são vetadas de usufruir de seu direito à cidade, não tendo acesso à habitação ou transporte público. Por isso, da mesma forma que defendemos o controle popular e a tarifa zero, a luta por moradia por meio de ocupações é fundamental para promover o direito à cidade.

Por uma vida sem cercas e sem catracas!
MPL-Rio

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