Ato do MPL começa pacífico e termina em catracaço no Rio

Muitos pulavam, outros passavam por baixo. Esta situação se prolongou por mais de uma hora e foi como se as catracas não existissem mais. Por Passa Palavra (http://passapalavra.info/2014/01/90955)

Cerca de quinhentos manifestantes se concentraram na Candelária – região central do Rio de Janeiro – nessa terça-feira (28 de janeiro) por volta das 17h. Os motivos: contra o aumento das passagens das linhas intermunicipais; contra o já autorizado aumento na passagem dos trens, além de pressionar contra a intenção da Prefeitura de aumentar as passagens das linhas municipais.

O ato foi dinâmico, bonito. Uma bateria composta por militantes de diversos coletivos e com um grupo de palhaços fizeram a animação e mantiveram o ímpeto dos manifestantes. A polícia tentou impedir que os manifestantes chegassem até à Central do Brasil, mas foi inútil. Por volta das 19h o ato invadiu o saguão central daquela estação, símbolo da cidade.

Quando nos demos conta, manifestantes já pulavam catracas para ter acesso aos trens e a incentivar todos que ali estavam a fazerem o mesmo. As palavras de ordem “hoje é de graça”, “ei FIFA, paga minha tarifa” e “trabalhador não paga” eram entoadas por um número cada vez maior de pessoas; e as filas enormes que antes tinham como destino a bilheteria da Supervia, agora seguiam diretamente para as catracas, diminuindo o tempo de espera para embarcar.

Muitos pulavam, outros passavam por baixo. Idosos recebiam o auxilio dos manifestantes, outros se uniam à manifestação e, assim, a multidão que sofre todos os dias nos trens precarizados, apertados e encalorados voltou para as suas casas sem ter de pagar a tarifa. Essa situação se prolongou por mais de uma hora. Foi como se as catracas não mais existissem.

O ato se encerrou em frente à Central do Brasil com o grupo de palhaços encenando a vingança contra a catraca, que, como de praxe, termina com a já aguardada queima da catraca. A manifestação pegou as autoridades de surpresa e até onde pudemos acompanhar ninguém havia sido detido. Vimos, entretanto, mais uma aparição da classe para si, aquela que se conforma na junção de seus mais diversos setores em luta, por um novo modelo de mobilidade urbana.

Fotografias de Maurício Campos, Nova Democracia e Passa Palavra

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